A disputa pelo Governo do Amazonas chega a uma nova etapa com a realização do segundo turno entre o senador Omar Aziz (PSD) e a professora Maria do Carmo Seffair (PL). A candidata, que representa o campo político ligado à direita no estado, também integra o grupo partidário do senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL).
Maria do Carmo concorre pela primeira vez ao Governo do Amazonas, pela coligação Mudar é Urgente, formada pelo PL e pelo Novo. Sua candidatura tem como vice o coronel Aníbal, do PL. A ligação partidária aproxima a candidata do projeto político nacional de Flávio Bolsonaro, embora os dois tenham evitado transformar o debate televisivo mais recente em um pedido explícito de votos conjunto.
RESULTADO DO PRIMEIRO TURNO
No primeiro turno das eleições, realizado em 4 de outubro, Omar Aziz recebeu 40,63% dos votos válidos, enquanto Maria do Carmo alcançou 24,49%. Com esses resultados, os dois avançaram para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. O governador Roberto Cidade (União Brasil) ficou em terceiro lugar, com 21,91%.
A votação confirmou a presença de Maria do Carmo na etapa decisiva da disputa estadual. Agora, a campanha entra em uma fase de articulações políticas e apresentação de propostas para conquistar os eleitores que ainda não definiram sua preferência.
O QUE DIZIAM AS PESQUISAS ANTES DA ELEIÇÃO?
Os levantamentos divulgados durante a campanha mostraram diferentes cenários para as disputas pelo governo estadual e pela Presidência da República.
Na pesquisa Real Time Big Data divulgada em 2 de outubro, com entrevistas realizadas entre 28 de setembro e 1º de outubro, Omar Aziz aparecia com 36% das intenções de voto, enquanto Roberto Cidade e Maria do Carmo registravam 24% cada. A margem de erro era de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Na disputa presidencial dentro do Amazonas, a pesquisa Quaest divulgada em 24 de setembro apontava, no cenário de primeiro turno, Lula (PT) com 38% e Flávio Bolsonaro (PL) com 32%. Em uma simulação de segundo turno no estado, Lula tinha 45% e Flávio, 40%. A margem de erro era de três pontos percentuais.
Já o resultado oficial do primeiro turno para presidente no Amazonas foi diferente dos números daquele levantamento: Lula terminou com 48,23% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro obteve 45%. Os dados demonstram a importância de distinguir as pesquisas, que registram intenções de voto em determinado período, do resultado efetivo das urnas.
COMO FOI O ÚLTIMO DEBATE NA TV A CRÍTICA?
No debate promovido pela TV A Crítica em 28 de setembro, os candidatos ao Governo do Amazonas evitaram mencionar diretamente os presidenciáveis que apoiavam em suas considerações finais. Maria do Carmo não pediu votos explicitamente para Flávio Bolsonaro, enquanto Omar Aziz também não fez um pedido direto de votos para Lula.
O nome de Flávio apareceu durante o confronto entre Maria do Carmo e Isael Munduruku, candidato da Rede. Isael questionou o apoio da candidata ao senador e levantou preocupações sobre declarações atribuídas a ele relacionadas à Zona Franca de Manaus. Maria respondeu que a questão estava superada e afirmou que Flávio agora é favorável à Zona Franca e que ela própria defenderia o modelo econômico amazonense.
O debate também evidenciou a importância da Zona Franca de Manaus e das diferenças regionais do estado para a campanha. O tema econômico tem peso especial no Amazonas, onde a atividade industrial, o emprego e os incentivos fiscais estão entre os assuntos de interesse dos eleitores.
DISPUTA ESTADUAL E ELEIÇÃO PRESIDENCIAL
A eleição amazonense reúne duas disputas relacionadas, mas distintas: a escolha do próximo governador e a definição do presidente da República. Maria do Carmo está vinculada ao PL e ao campo político da direita, enquanto Omar Aziz integra uma coligação que reúne partidos de centro e esquerda, incluindo a federação formada por PT, PCdoB e PV.
Com o segundo turno estadual marcado para 25 de outubro, as campanhas terão mais uma oportunidade de apresentar propostas, esclarecer posicionamentos e buscar o apoio dos eleitores. O resultado dependerá dos votos válidos registrados nas urnas, e não apenas dos números divulgados pelas pesquisas.
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Fontes: Tribunal Superior Eleitoral (TSE), VEJA, Poder360 e BNC Amazonas.



