A ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos, após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), abriu questionamentos sobre o futuro do bolsonarismo e a capacidade de articulação da oposição brasileira.
Na quarta-feira (28), Flávio publicou mensagens nas redes sociais contestando o resultado eleitoral e alegando fraude, mas não apresentou provas que sustentassem a acusação. Em seguida, apagou a primeira publicação e divulgou outra versão, na qual se declarou líder da oposição no Brasil.
O senador afirmou que pretende coordenar a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos, utilizando meios que classificou como pacíficos e legítimos para mobilizar seus apoiadores.
A iniciativa, porém, enfrenta questionamentos de analistas políticos sobre a capacidade de Flávio de liderar o movimento à distância. Seu irmão, Eduardo Bolsonaro (PL), também vive nos Estados Unidos.
O resultado das eleições foi reconhecido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e o Partido Liberal (PL), legenda de Flávio, também reconheceu a vitória de Lula.
Para o cientista político Marco Antonio Carvalho Teixeira, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), a atuação dos irmãos Bolsonaro a partir dos Estados Unidos não deve contar com o apoio da maioria da sociedade brasileira.
O futuro do movimento dependerá, entre outros fatores, da capacidade de manter sua base de apoiadores mobilizada e de reorganizar sua atuação política no país.
Fonte: BBC News Brasil.



