O governo da Colômbia anunciou que pretende revisar as regras tributárias aplicadas às plataformas internacionais de comércio eletrônico, como Shein, Temu e Amazon. A discussão deverá integrar a próxima Lei de Ajuste Fiscal do país e tem como objetivo aproximar as condições de concorrência entre as empresas estrangeiras e os comerciantes colombianos.
O anúncio foi feito pelo ministro do Comércio, Indústria e Turismo, Mauricio Gómez Amín, durante um evento organizado pela Federação Nacional dos Comerciantes da Colômbia (Fenalco), realizado em Cartagena.
POR QUE O GOVERNO QUER REVISAR OS IMPOSTOS?
A principal justificativa é a diferença entre os custos enfrentados pelos comerciantes locais e as condições de operação das plataformas internacionais.
Segundo o governo e representantes do setor comercial, as lojas colombianas precisam arcar com impostos, aluguel, funcionários e outras despesas operacionais. Por isso, defendem uma revisão das regras para evitar vantagens competitivas decorrentes de diferenças tributárias.
A proposta, entretanto, ainda está em fase de discussão. Até o momento, não foram detalhados quais impostos poderão ser alterados, quais valores seriam aplicados ou quando eventuais mudanças entrariam em vigor.
O QUE PODE ACONTECER COM QUEM COMPRA NA SHEIN, TEMU E AMAZON?
Caso as regras sejam modificadas, as compras internacionais poderão passar por mudanças na forma de cobrança de tributos. Dependendo das medidas aprovadas, isso poderá influenciar o preço final dos produtos adquiridos pelos consumidores colombianos.
No entanto, ainda não é possível afirmar que todas as compras ficarão mais caras ou que haverá uma nova taxa específica para cada pedido. O impacto dependerá do conteúdo da proposta e das regras que forem efetivamente aprovadas.
FENALCO TAMBÉM QUER REVER O IMPOSTO DE 40% SOBRE ROUPAS
Além das plataformas digitais, a Fenalco pediu ao governo que reveja a tarifa de 40% aplicada às importações de confecções e vestuário.
O presidente da entidade, Jaime Alberto Cabal, argumenta que essa cobrança não teria alcançado os resultados esperados para fortalecer a indústria nacional e poderia contribuir para o aumento do contrabando.
O ministro Mauricio Gómez Amín afirmou estar disposto a discutir a medida e avaliar sua possível revogação. Isso, porém, não significa que o imposto já tenha sido eliminado.
A TAXA DE 40% SERÁ COBRADA NAS COMPRAS DA SHEIN E DA TEMU?
É importante distinguir as duas discussões. A tarifa de 40% mencionada no debate está relacionada às importações de roupas e confecções. Já a revisão das regras tributárias das plataformas internacionais é uma questão mais ampla.
Portanto, não se deve concluir que todas as compras feitas na Shein, Temu ou Amazon passarão automaticamente a pagar 40% de imposto. A aplicação de qualquer cobrança dependerá das regras específicas e das medidas que forem aprovadas.
QUANDO AS MUDANÇAS COMEÇAM A VALER?
Até 29 de outubro de 2026, o governo havia anunciado a intenção de revisar o sistema tributário e incluir o tema na futura Lei de Ajuste Fiscal, mas ainda não havia divulgado um conjunto definitivo de novas cobranças.
A proposta deverá ser detalhada e passar pela discussão legislativa correspondente. Até que haja uma definição oficial, os consumidores devem evitar tratar as possíveis mudanças como regras já em vigor.
Fonte: Blu Radio e Infobae Colômbia



